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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

O lado bom de ser gay...Ou porque não é errado ser gay...


Durante muito tempo eu achei que ser gay era uma maldição, um castigo, e que, de alguma forma, por gostar de pessoas do mesmo sexo, eu era doente, anormal, contra a natureza das coisas e “defeituoso”.
Demorou muito tempo e muito trabalho de autoconhecimento para eu entender que o erro não estava em mim, mas sim na maneira como a nossa sociedade é estruturada em cima do preconceito, da ignorância (que é a razão do preconceito) e de dogmas religiosos descabidos.
O preconceito - como diz a palavra: “pré” (antes) e “conceito” (idéia) – ou seja, idéia que se faz de algo antes de se ter o conhecimento sobre aquilo, é o primeiro obstáculo. Desde pequenos somos ensinados que o homem foi feito para a mulher e vice-versa, tanto pela ciência como pelas religiões.

Essa é a primeira idéia equivocada.
Não vou discutir religião aqui, pois dogma (como o próprio nome diz) ou se aceita ou não se aceita, eu não aceito. Respeito quem acredita que a Bíblia foi escrita por homens inspirados pelo chamado “espírito santo”, mas para mim foi um livro (incrível, é verdade) escrito por homens (seres humanos falhos como eu) e que ao longo de centenas de anos sofreu muitas alterações (principalmente na idade média) e erros de tradução. Portanto, em minha opinião, acho que é um livro que não pode ser levado “ao pé da letra”, mas sim entendido como uma grande história de exemplos de amor e vida.
Mesmo porque, segundo tudo o que aprendi de religião, acho que Deus se importa muito mais com o caráter das pessoas do que com suas insignificantes orientações sexuais.
Sim, insignificantes, porque, ao contrário do que muitos pensam, não se define uma pessoa pela sua sexualidade.

Em primeiro lugar somos todos seres humanos, depois somos homens ou mulheres (e sexo biológico não se altera nem com operação, porque um transexual feminino nunca terá útero e um transexual masculino nunca terá esperma), depois disso somos milhares de coisas: pais, filhos, cidadãos etc. e entre as nossas características, como: altura, idade, tamanho do calçado, peso, cor de pele, de cabelo e outras está a nossa sexualidade.
Os heterossexuais não se definem por sua orientação sexual, nenhum deles se apresenta socialmente primeiramente como tais. Porque um gay deveria fazer isso?

Aí começamos a entender certas ignorâncias: se definir apenas pela sua orientação sexual é uma postura equivocada (assim como definir os outros por sua sexualidade), pois você reduz a si mesmo ou a outra pessoa a um simples tipo de comportamento, como se este comportamento fosse o todo da vida de alguém, e não é.
A orientação sexual é UMA das características da pessoa e não a pessoa como um todo, seja qual for esta orientação.
Quanto à questão da ciência, que antes, a partir das ideias de Freud definia a homossexualidade como um “desvio” de personalidade causado por complexos gerados na criança pela não superação do seu amor e desejo sexual direcionados à mãe (no caso dos homens) e à inveja do pênis (no caso das mulheres), ela avançou muito. Aliás, que Freud me desculpe, mas essas teorias parecem realmente uma “viagem” de um cara insano ou drogado.
A ciência hoje afirma que a definição da orientação sexual se dá por três fatores preponderantes: genético, hormonal e ordem de nascimento (vejam o vídeo no final do texto), ou seja, gay já nasce gay. Isso põe um fim a todas as maluquices que se inventaram sobre gays ao longo de décadas.
Entre esses absurdos, o de que alguém pode se tornar gay se conviver com outro gay (como se orientação sexual fosse algo “contagioso”), ou que alguém se torna gay por opção ou porque não superou traumas de infância, portanto ou é pervertido, ou  desviado, traumatizado, ou doente. Nada disso é considerado verdade hoje pela medicina moderna.
A orientação sexual é entendida hoje como uma característica própria e não mutável do indivíduo, determinada antes de seu nascimento e, portanto não pode ser definida como doença e nem tratada como tal. Médicos, psiquiatras e psicólogos são proibidos pelo código de ética de suas profissões a tratarem gays ou lésbicas como doentes, ou tentarem mudar a sua sexualidade, e podem inclusive ser denunciados legalmente se tentarem isso.
A ciência descobriu também, ao contrário do que afirmam muitas religiões, que a sexualidade orientada ao mesmo sexo não se dá apenas com os seres humanos, mas também com os animais, em muitas espécies de animais foram encontrados comportamentos homossexuais, e não era por falta de fêmeas no bando, mas sim porque eles gostavam mesmo.
Então como pode a homossexualidade ser taxada de antinatural, se até no reino animal, onde não existem conceitos de moral e perversão ela acontece naturalmente?
Alguns até podem dizer: “mas você está nos comparando a animais”. Errado! Primeiro porque não é uma comparação é uma constatação do que acontece no reino animal, e depois porque somos realmente animais. Animais racionais é verdade, mas ainda (cientificamente) animais da raça humana.
Aí surge a grande pergunta: se ser gay é natural, porque algumas pessoas e religiões se incomodam tanto com esse tipo de sexualidade? No que isso interfere na vida delas? Porque se incomodam com quem os gays levam para a cama se isso é uma particularidade e uma intimidade própria de alguns indivíduos que sempre foram e continuam sendo minoria (segundo pesquisas sempre em torno de 10% da população)?
A resposta é simples: Ignorância (desconhecimento dos fatos) e Intolerância (não suportar ou aceitar aquilo que é diferente de si mesmo).
Para muitos o comportamento sexual dos gays ameaça a família (base na qual a sociedade está estruturada), o que não é verdade. As famílias continuarão a existir, mesmo com um número crescente de gays se assumindo (porque o número de gays não aumentou, o que aconteceu é que muitos se escondiam e hoje tem mais liberdade para assumir, em vez de se esconder em casamentos oportunos ou falsos celibatos).
Na verdade, não existe um argumento RACIONAL que justifique o preconceito, porque todos os argumentos existentes ou se baseiam em velhas idéias e preconceitos ou em dogmas religiosos que só servem para quem segue tais religiões, e ninguém mais.
Aí talvez você se pergunte: então, com tantas dificuldades de aceitação, porque é bom ser gay?
Pela minha experiência pessoal, e só posso falar a partir disso, ser gay é bom quando você consegue como eu consegui, separar o que é seu do que é dos outros. Que as pessoas fiquem com seus preconceitos, eu não os terei nem com relação aos outros e muito menos com relação a mim mesmo.
Outra coisa: por muito tempo desejei ser hetero apenas para poder me encaixar sem sofrimento no conceito do que os outros acham normal (vá ver no dicionário a definição de normal e depois me diga porque ela não vale nada).
Hoje sei que ser gay faz parte da minha personalidade, que é uma coisa natural em mim, que se eu fosse hetero não teria amadurecido tudo que amadureci como ser humano na tentativa de conquistar a minha paz de espírito e o respeito das pessoas.
Não tenho orgulho de ser gay (isso seria o mesmo que ter orgulho da cor dos meus olhos – é apenas uma característica minha), mas também não tenho vergonha disso, pelos mesmos motivos. Aceito naturalmente e tento educar as pessoas à minha volta para que entendam a minha orientação sexual da mesma forma que eu a entendo: como algo natural.
O que tenho orgulho é de ter lutado pelo direito a possuir e viver os meus desejos e de ter lutado igualmente para conquistar o respeito de meus familiares, amigos e colegas de trabalho, o que consegui.
Todo gay que viveu essa luta é um batalhador, uma pessoa que aprendeu a aprimorar a si mesmo a partir do sofrimento, que teve coragem de encarar a si mesmo, na busca pelo autoconhecimento, e aos outros, na busca por respeito.
Por isso acho que é bom ser gay, porque é um desafio constante (pela infindável luta contra o preconceito) e, antes de tudo, é algo natural. Fomos feitos assim pela natureza.




Ví recentemente este texto em um Blog e me sentí na obrigação de responder a ele (as frases em amarelo), pois não posso permitir que este tipo de pensamento se solidifique na mente das pessoas.


Sim, sou gay.
Sou aquele que as pessoas dizem não ter vergonha.

Mas elas só dizem isso porque, ao contrário de mim, não tem coragem para viver plenamente os seus desejos e por isso são frustradas e infelizes.

Sim, sou gay.
Sou aquele que te faz sentir melhor por não ter os meus problemas
.O que é uma ilusão sua, pois todos temos problemas, os seus só são diferentes dos meus, mas não menores.


Sim, sou gay.
Sou aquele que mente por não poder contar a verdade.

Na verdade posso contar, mas sinto que não devo porque ainda não tenho coragem de colocar a minha felicidade e liberdade acima do meu medo.
Sim, sou gay.
Sou aquele que leva desaforo pra casa e de casa calado
. Porque não aprendi a me defender, a lutar por minha dignidade e saber que não sou obrigado a ouvir o que não quero mesmo que isso resulte em uma briga.


 Sim, sou gay.
Sou aquele amigo fiel pra todas as horas que mostra nos tempos difíceis que seus problemas tem solução e que são menores do que parecem.
Mas também aprendi a exigir de meus amigos a mesma dedicação e carinho com que os trato. Porque sei que se não for dessa forma não é amizade, portanto não me interessa.

 

Sim, sou gay.
Sou aquele que quando sofre ao invés de chorar escancaro um sorriso pra não ter de contar a causa pras outras pessoas.

Isso somente porque gosto de ter minha privacidade preservada e não me sinto bem incomodando os outros, mas sei com quem e quando posso chorar e me abrir.

Sim, sou gay.
Sou aquele que escuta de um amigo que gays são abominações e tenho que concordar por não poder reivindicar.

Porque ainda não aprendi que amigos homofóbicos não me interessam, e ainda tenho medo de me posicionar e exigir o respeito que me é devido tanto pela ética como pela lei, pois discriminação é crime.


Sim, sou gay.
Sou aquele que se apaixona e não pode contar
.
Não posso contar para as pessoas pequenas que não merecem a minha amizade, ou os familiares preconceituosos que não merecem meu afeto, mas aos amigos verdadeiros sim.

Sim, sou gay.
Sou aquele que mesmo magoado ou com o coração aos pedaços não pode desabafar com ninguém além do travesseiro.
Porque ainda não tenho amigos verdadeiros que me acolham pelo que sou.


Sim, sou gay.
Sou aquele que vê os outros felizes aos pares e não posso fazer o mesmo.

Ou melhor, acho que não posso, porque a minha felicidade depende só de mim e de mais ninguém, e só fico culpando os outros por não ser feliz porque ainda não aceitei o fato de que terei que lutar para ser feliz e essa luta vai durar a vida toda, mas valerá a pena.

Sim, sou gay.
Sou aquele que sofre muito mais por não poder ser eu mesmo para com os outros do que por não achar um alguém pra mim.
Sofro apenas porque ainda acho que tenho que usar máscaras para ser aceito, não entendi ainda que estas máscaras são mais pesadas e doloridas que a verdade que escondo e ainda acho que a aprovação dos outros é que me fará feliz, o que não é verdade.

Sim, sou gay.
Sou aquele que foi condenado por profetas que nem me conheciam e se achavam no direito divino de me julgar por apenas uma das minhas muitas características pessoais.

Pois ainda sinto culpa com relação às religiões, que nunca me deram nada de bom, apenas me dizem absurdos e me acusam sem nenhum argumento lógico. Porque ainda não percebi que as religiões foram criadas por homens preconceituosos e não por Deus.

Sim, sou gay.
Sou aquele que ao me conhecer de verdade não consegui me mudar, mesmo me esforçando para isso, mesmo não tendo gostado do que sou aprendi a aceitar, e a tentar fazer disso o menos doloroso possível.
Isso porque, muitas vezes, me sinto confortável no papel de vítima das circunstâncias e esqueço de que nasci como sou, não preciso e não quero mudar e me aceitar não significa carregar uma dor, mas sim viver feliz e plenamente a minha vida.

Sim, sou gay.
Sou aquele que torce pra não ser odiado por meus próprios pais e amigos quando souberem a verdade
.Mas que se for odiado saberei que estas pessoas nunca me amaram de verdade e portanto não merecem que eu as ame ou me preocupe com o que pensam.
Sim, sou gay.
Sou aquele que por pior que seja a situação continuo a sonhar com um futuro feliz, apesar de a situação tender ao contrario.
Pois sei que este futuro virá e ele só depende de mim, pois já entendi a diferença entre sonho, que é algo inalcançável, e objetivo, que é aquilo que vou alcançar pelo meu esforço e mérito.
Sim, sou gay.
Sou aquele que torce pra que o amor de Deus seja muito grande a ponto de não me condenar pelo que sinto.

Mas sei, em meu coração, que Deus se preocupa infinitamente mais com o meu caráter do que com a minha sexualidade, mesmo porque ele me fez assim, portanto, como poderia não me amar?

Sim, sou gay.
Sou aquele que não pôde escolher os genes do próprio DNA.

E dou graças a Deus por isso, porque ser gay faz parte da essência do que sou como pessoa, se fosse hetero seria outra pessoa, e gosto de mim como sou, pois tenho qualidades que só são possíveis sendo assim.

Sim, sou gay.
Sou aquele que não pôde viver e teve que aprender a disfarçar pra poder sobreviver.

Porque ainda me contento em sobreviver por não ter a coragem de lutar para viver de verdade, mas um dia terei.

Sim, sou gay.
Sou aquele que sabe esperar a hora certa. Mesmo sendo insuportavelmente doloroso decepcionar a todos, a hora certa de contar a verdade vai chegar, vou ter de aguentar mais dor com apenas uma esperança.

Porque ainda acho que devo poupar minha família, e não vi ainda que ninguém nesta família pára a sua vida por mim, só eu faço isso, e que se eles se decepcionarem é porque não me enxergam como pessoa, e por isso não merecem que eu sofra por eles.


 
Sim, sou gay.
Sou aquele que chora lendo esse texto.

Porque ainda me identifico mais como sofrimento e a acomodação do que com a coragem e a luta.

Sim, sou gay.
Sou aquele que vê pessoas lerem esse texto as gargalhadas ou aos insultos.

E tenho pena destas pessoas por sua infinita ignorância, por não saberem que o diferente não é uma ameaça, por se sentirem mal com coisas que não lhes dizem respeito, por se incomodarem com a vida e as preferências particulares de outras pessoas, por não entenderem que, quando alimentam o preconceito estão ferindo a si mesmas, pois um dia também serão vítimas dele por uma infinidade diferente de razões.

 
Sim sou gay

Não sou vítima de nada, sei do que gosto e não tenho vergonha disso porque isso só diz respeito a mim, não culpo ninguém, muito menos a mim mesmo por ter nascido assim e sei me apreciar sem ser arrogante, conheço minhas qualidades e defeitos, tenho plena consciência de que sou digno  e mais do que isso, gosto de como sou e entendo que a minha felicidade depende só de mim.
E posso dizer com certeza:
É Bom Ser Gay!

7 comentários:

  1. amei o blog, os textos são fantásticos... adorei mesmo!!!!

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  2. Voc~e escreve bem,mas o conteúdo é equivocado.não há vantagem nenhuma em ser gay.eu quero ser Ana paula arósio,como todos os gays.

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    1. Querido Ademar,

      O texto não fala que existem vantagens em ser gay, ou que é melhor ser gay, diz apenas que é bom ser assim, sabendo apreciar-se, naturalmente.
      Como diria Caetano Veloso "Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é". Confesso que, apesar de ser gay, não queria ser a Ana Paula Arósio de jeito nenhum. Preferiria ser o Rick Martin (rs.), que é bonito, homem, gay, rico e ainda sabe cantar. Tudo de bom!

      Bjos meu querido!

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  3. Não consigo viver de mentira e ilusão.o sexo anal além de ser muito ruim é nojento.Rick martin é bonito sim,mais nunca sentiu prazer e nunca sentirá,ele não tem vagina.Eu adoro homens que gosta de mulher,bicha,basta eu.se vc gosta de ser homem,procure uma mulher,é por isso que há tanto preconceito.

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    Respostas
    1. Caro Ademar,

      Não vamos ficar aqui tentando fazer uma disputa de verdades não é? Você acredita no que acredita e eu também. O único problema é quando começamos a achar que a nossa verdade é a verdade de todos, aí partimos para a generalização.

      Vamos ficar cada um com o que acredita e tentar ser felizes, ok? Mas sem julgamentos...

      Abraço

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